Domingo, Outubro 11

O relacionamento acabou .O que fazer

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Acabou. Ok, um dos dois colcou o ponto final nessa história, fato.

Se isso aconteceu, a palavra é curta e clara: ACABOU significa término de algo. Não tem como jogar xadrez sozinho. Ou seja, não insista na relação onde seu parceiro colocou um ponto final. Não se humilhe ligando desesperadamente para o celular, casa e trabalho, fazendo plantão na porta da sua casa, porque isso não o trará de volta.

O amor é lindo, e com certeza foi lindo enquanto durou. Não sofra mais, não tenha dó de você mesma, isso não é amor. Amor não faz chorar, não faz sofrer.

Se ele a deixou por qualquer que seja o motivo, não tente entender, não procure pelos em ovo. Deixe-o livre. Todos nós temos direitos de escolhas. Ele estará perdendo por não ter uma pessoa especial como você ao lado. Portanto, erga a cabeça, olhe-se no espelo e veja a pessoa maravilhosa que é. Maqueie-se, prefume-se, coloque uma linda roupa e viva. Isso mesmo, pois sua vida ainda não acabou, e não vai acabar por um coração partido.

LEMBRE-SE, não obtenha bloqueios. Deixa a vida apresentar novos caminhos, novos amores. Se “aquele” tiver que voltar, acredite, irá voltar, podem passar dias, anos, se ele tiver que ser seu, será. Mas enquanto isso, VIVA e SEJA FELIZ, permita-se conhecer pessoas, lugares novos. Deixe o TEMPO lhe mostrar novas trilhas. NADA ACONTECE POR ACASO. Deixe a cegueira ir embora e voce começará a enxergar um novo mundo. Acredite em você. Não se deixe dominar pelo rancor, ciúme e muito menos se enganar pelos pensamentos que rondam.

Pense e repense seus passos para ter a certeza de que está agindo com a cabeça e não com o sentimento ferido, por isso mas uma vez repito, respire fundo e viva dia após dia fazendo suas coisas, e deixe o TEMPO apresentar os caminhos do seu destino, pois, eles já estão escritos.

Christianne Matsuno.

Sábado, Outubro 10

Amor e seu tempo

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Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.

É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe

valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.


Carlos Drummond Andrade

Sexta-feira, Outubro 9

Demonstrar amor, sempre! Implorar, jamais!

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Andei escrevendo alguns artigos defendendo as demonstrações de amor, a transparência dos desejos e insistindo em afirmar que forte é aquele que assume o que está sentindo, ainda que isso seja feito através de lágrimas e sofrimento.

Pois muito bem! Recebi dezenas de mensagens de pessoas contando sobre o quanto têm exposto o que sentem e o quanto isso tem lhes rendido mais desafeto, menos estima por si mesmas e frustrações seguidas de frustrações.

Observando tais histórias, notei que, como em tudo o que é sutil e profundo ao mesmo tempo, há um tênue limite a ser observado nesta questão. Ou seja, é preciso amadurecimento e autopercepção para notar a diferença entre ‘demonstrar o que se sente’ e ‘mendigar o amor do outro’ – coisa que nunca defendi e nem pretendo fazê-lo agora; tanto que, numa outra ocasião, escrevi “O outro tem o direito de não gostar de você!”.

Tem muita gente confundindo ‘ser sincero’ com ‘ser inconveniente’; pessoas agindo sem dignidade em nome não de um amor, mas de uma obstinação infantil e neurótica. Quando digo que precisamos começar a admitir mais o que sentimos, não estou dizendo que devemos empurrar esse sentimento ‘goela abaixo’ do outro, nem implorar, esgoelar-se, fazer chantagens ou mendigar afeto.

Se o outro disse ou demonstrou que não quer, que não pode retribuir o amor que sentimos, o mínimo que podemos fazer é respeitá-lo e – sobretudo – tentar manter nossa autoridade moral diante deste ‘não’. Acontece que aí está outro tênue limite: a diferença entre ‘comportar-se de modo digno’ e ‘agir movido por um orgulho despeitado’.

De novo, é preciso maturidade para se dar conta de que chorar, expressar-se emocionalmente, esclarecer desejos e ser honesto com sua própria dor faz parte de uma personalidade íntegra; ao passo que ficar com raiva, se fechar ou demonstrar indiferença e superioridade quando o coração está, na verdade, sangrando, são atitudes que evidenciam um ego exacerbado, uma agressividade enrustida e nada produtiva.

Mas há que se considerar que entre a infantilidade e a maturidade existe um longo caminho a ser percorrido e muitas experiências a serem vivenciadas; isto é, uma vida inteira! E quem de nós nunca se excedeu, nunca insistiu ou nunca se comportou de modo orgulhoso e despeitado diante das armadilhas do coração?

Felizmente, pouquíssimos ou ninguém se reconhecerá tão conveniente, tão adequado e absolutamente oportuno na dança do amor; até porque, estaria sendo pedante, muito certamente.

Sendo assim, mais do que levar tão a sério o “jamais” que coloquei propositadamente no título deste artigo, meu intuito é que eu e você consigamos ser corajosos o bastante para arriscarmos e apostarmos mais uma vez na possibilidade de ser melhor!

Afinal, bom mesmo é descobrir na prática, errando e acertando, o quanto podemos amadurecer, nos tornar mais autênticos e inteiros no exercício de amar!

Por Rosana Braga

Quinta-feira, Outubro 8

Chuva


Olho e vejo a chuva
Caindo de leve
Ocultando tudo lá fora.
Fecho os olhos e
Imagino o sorriso no teu rosto.
Imagino o sabor de um beijo
Molhado como chuva.
Abrigo-me em ti.
Penso se renasci neste dia vago
Como em tantos outros dias vagos
Onde pensei que morri,
Em noites inventadas de nada
E que o nada é teu rosto
Surgindo numa paisagem de nevoeiro.
Não me importa que seja a chuva,
O nevoeiro,
O vento ou a madrugada,
Não me importa
Que seja a noite,
Quero sim,
É que algo te traga.

Nelson Lourenço

Quarta-feira, Outubro 7

ESPERANÇA


Hoje o dia não tem mais
as cores que até ontem tinha.
Hoje, lembranças vazias
sem encantos, somente ruínas.
Procuro um rastro por onde
possa seguir minha caminhada.
Perdida... Sem rumo!
Amanhã... Resta a esperança!
(Graciela da Cunha)
25/05/09

Terça-feira, Outubro 6

AMANHÃ



Amanhã, vou mudar o rumo,
das lágrimas, cansada.
Amanhã, abro a arca,
largo as pedras, ergo os olhos.
Amanhã, desde cedo girassol,
giro o mundo.
Amanhã desfaço o prumo
da certeza.
Não me aprisionará
com o medo, com o certo.
e tonta e tanta
pensarei em borboletas,
Amanhã, vou voar.

Saramar